domingo, 12 de dezembro de 2010

Tainá Muller, de jornalista em ‘Tropa’ a patricinha em ‘Insensato Coração’

Tainá Müller é daquelas atrizes que se entregam de corpo e alma ao personagem. Depois de viver uma jornalista investigativa em "Tropa de Elite 2", esta gaúcha de 28 anos se prepara para dar vida à patricinha Paula, vilã da próxima novela das oito, "Insensato Coração". Se em cena Tainá já foi torturada, ficou doente e até morreu, agora ela curte as benesses de viver uma filhinha de papai. "Estou cuidando bastante da aparência. Tratando cabelo, pele, unhas, essas coisas. No universo da Paula, que dedica seu tempo ao consumismo, isso tudo é de suma importância", conta a atriz.

 


Na trama, Paula é a manipuladora filha de um banqueiro - vivido por Herson Capri -, acostumada ao bom e o melhor. Uma realidade completamente diferente da vida da atriz. "Somos de planetas diferentes. A Paula é dondoca, nunca trabalhou. Já eu, fui andar de avião a primeira vez aos 18 anos. Meus pais vêm de famílias humildes, do interior do Rio Grande do Sul, e a grana sempre foi uma questão problemática lá em casa. Por isso, comecei a trabalhar aos 16 anos, em vários tipos de empregos. Ou seja, sempre soube muito bem o valor das coisas", compara.

Estrear como vilã, ainda mais em uma novela das oito, não assusta Tainá. "Tudo depende de como construí-la. Não tenho medo, até por que o esperado é justamente que o público odeie a vilã. Mas também não trabalho em cima desse tipo de raciocínio, nem me questiono sobre o que o público vai achar da personagem. Prefiro criar de dentro pra fora e me surpreender".

 

Há três anos, Tainá namora Júlio Andrade - que vive Arturzinho, o mordomo de Maitê Proença em "Passione". Eles contracenaram juntos no longa "Vida de cão", e dividem um apartamento em São Paulo. "É normal que a gente entenda melhor as necessidades um do outro, como qualquer casal que tem a mesma profissão", conta.


'Sou viciada em me transmutar', diz


Tainá chegou a se formar jornalista e acabou abandonando a profissão para se dedicar à atuação. Ela conta que se interessou pela profissão quando ainda era modelo, bem jovem. E que, mais velha, descobriu que era "viciada" nas mudanças que os personagens lhe proporcionam. "Acho que era minha real vocação. Na ficção, eu já casei mais de uma vez, tive filhos, fiquei seriamente doente, fui torturada, fui prostituta e até morrer eu já morri. Pude ter um vislumbre disso tudo, sem viver de fato. Isso é um privilégio, um atalho no caminho da maturidade, da evolução pessoal. Todos os trabalhos que fiz, dos mais aos menos vistos, me transformaram de algum jeito. Não foi à toa que larguei a profissão de jornalista, que conquistei com muito esforço, para viver essa loucura. Me descobri viciada em transmutação", diz.

 

 

Priscila Prade/-Divulgação

Tainá Muller

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